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Uma carta de amor..

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“Mas eu oro baixinho por ti meu bem, e embora os sons que saem da minha boca seja quase inaudíveis, meu coração grita pela vontade estupenda de te encontrar. Peço que seus dias sejam repletos de uma alegria estonteante, e que você não saia da direção que o levará a meu encontro. Peço que haja uma vasta quantidade de amor em seus olhos e que seu bonito sorriso também esteja presente na alma. Que Deus renove a cada dia suas forças para me esperar, assim como espero por você, e que se alguma vez você cair, que tenha forças o bastante para levantar e recomeçar. Peço que você seja sábio, e que antes de qualquer coisa ame a Deus mais do qualquer outra coisa. Que Deus acalme nossos corações, eu peço. E que você seja separado, não só para mim, mas primeiramente para Deus. Porque eu sei, no dia em que nos encontrarmos, nossos corações estarão juntos na mesma sintonia, entoando à Deus uma bela melodia de amor. E então seremos você, Deus e eu. A união de três corações que se tornarão um só. Teus sonhos se tornarão meus sonhos, tua vida se tornará minha vida. Vou me esforçar para te fazer feliz, me tornando assim o motivo do teu sorriso. Teu coração se tornará minha morada. Quando tempestades vierem, nos refugiaremos em Deus. E quando pensarmos em desistir, nos lembraremos dos motivos que fizeram amarmos um ao outro. Deixaremos de ser eu e você para se tornarmos nós. Te espero hoje, e sempre.”

— Laureane Antunes e Verbofagia

Uma poesia..

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“Aqui, escuta-me baixinho, enquanto as estrelas explodem no céu: eu amo você, eu amo você. Enquanto as guerras fazem mortos e o ser humano morre lentamente, engolindo a dor e fazendo dela vômito: eu amo você, eu amo você. Nos livros de Clarice, nos contos do caio, no drama de bukowski, na fala de quem não tem o que comer, naquilo que é inverdade, no arco-íris preto e branco: eu amo você, eu amo você. Com a solidão sussurrando mentiras e o vazio exaurindo meus espaços; com a náusea fazendo presença e a incompreensão batendo na porta: amo você, eu amo você. Na paz que deixou de existir e na esperança carregada nos olhos daquele que está ferido: eu amo você, eu amo você. Porque os dias estão atribulados e o peso é grande demais para que eu aguente sozinho. Eu tenho você e repito que é amor, que é consolo, que é abrigo, quase que como um mantra para que eu jamais me esqueça da sua presença me invadindo quando me queixo demais pois me sinto só. Porque os carros da cidade buzinam insolência e eu só preciso me aninhar no teu abraço e fazer dele minha casa. “Pode lar ser uma pessoa e não uma casa?” e pode sim, teu corpo é minha moradia contra trovoadas e chuvas ácidas e teus braços são montanhas na qual eu descanso, alívio. Porque eu te amo demais até quando tropeço no meio da rua e até as pedras, meu bem, até as pedras sabem o motivo dos meus sorrisos. Nos furacões norte-americanos e nos tsunamis japoneses, nas ilhas inalcançadas e nos desabrigos da alma: eu amo você, eu amo você, eu amo você”

— Floresinexatas